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mar
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CD: Universal relança catálogo do Queen

Por Charles Antunes Leite

Queen foi uma das bandas mais populares das décadas de 1970 e 1980. Fizeram shows antológicos em estádios e venderam mais de 400 milhões de discos no mundo.

Em 1970, o astrônomo Brian May, o biólogo Roger Taylor e o designer e ilustrador Farookh Bulsara (conhecido como Freddie Mercury) formaram o grupo. Em março de 1971, o professor de eletrônica John Deacon viria a se juntar ao trio.

O grupo trocou a EMI pela Universal Music em 2010 e para comemorar os 40 anos de formação da banda, a nova gravadora relançará, em ordem cronológica, a discografia em três pacotes durante o ano de 2011. Em março, os cinco primeiros discos chegam às lojas em CDs duplos remasterizados com faixas raras, takes alternativos e livretos expandidos com fotos e textos novos.

Queen (1973)

O álbum homônimo é puro rock com sonoridade próxima ao Rainbow, Jimi Hendrix e Led Zeppelin. É um disco mais cru como pode ser notado em Keep Yourself Alive; Son and Daughter e Liar. Mesmo assim, já apresentam baladas como Doing All Right, com guitarra blues. Em My Fairy King, Freddie Mercury mostra seu vocal ornamentado acompanhado pela inconfundível guitarra de Brian May. Nesse álbum, os backing vocals, característica das canções do Queen, acompanham o vocalista em Jesus, balada gospel sobre o Homem de Nazareth.

Faixas bônus: Keep Yourself Alive (De Lane Lea Demo, December 1971);  The Night Comes Down (De Lane Lea Demo, December 1971); Great King Rat (De Lane Lea Demo, December 1971); Jesus (De Lane Lea Demo, December 1971); Liar (De Lane Lea Demo, December 1971) e Mad The Swine (June 1972).

Queen II (1974)

Na capa trazia uma foto tirada por Mick Rock que depois adquiriu movimento no clipe promocional de Bohemian Rhapsody, do álbum A Night at the Opera (1975). O segundo trabalho da banda segue na mesma pegada do primeiro, mas com acréscimo de elementos na fórmula. White Queen é uma balada em que a suavidade da voz e piano são contrapontos para a aspereza do rock, com direito ao solo de May.

Destaque para The March of the Black Queen, que segundo a própria banda, direcionou a composição da obra-prima Bohemian Rhapsody, além de Seven Seas of Rhye, tema que encerra o disco de estreia, e aparece aqui como última música, na sua versão definitiva.

Faixas bônus: See What A Fool I’ve Been (BBC Session, July 1973 – 2011 remix); White Queen (Live at Hammersmith Odeon, December 1975); Seven Seas of Rhye (Instrumental Mix 2011); Nevermore (BBC Session, April 1974) e See What A Fool I’ve Been (B-side version, February 1974).

Sheer Heart Attack (1974)

Inicia com uma fanfarra como música incidental para a pulsante Brighton Rock. Esse seria o primeiro grande êxito do Queen com a ótima Killer Queen; a bela e pouco conhecida Lily of the Valley. A guitarra de May conduz Now I’ M Here e Stone Cold Crazy é prova do DNA roqueiro do grupo, principalmente quando James Hetfield, do Metallica, a cantou no Tributo a Freddie Mercury em 1992.

Faixas bônus: Now I’m Here (Live at Hammersmith Odeon, December 1975); Flick of the Wrist (BBC Session, October 1974); Tenement Funster (BBC Session, October 1974); Bring Back That Leroy Brown (A cappella Mix 2011) e In The Lap of the Gods.. Revisited (Live at Wembley Stadium, July 86).

A Night At The Opera (1975)

ÁLBUM CLÁSSICO

Apesar do sucesso no Reino Unido, foi como o quarto álbum que os britânicos do Queen conseguiram ultrapassar as fronteiras do Atlântico vindo a conquistar os americanos também.

A Night at the Opera une a inclinação erudita de Freddie Mercury à verve roqueira da banda. O disco  abre em ebulição com o rock cortante em que Mercury dispara contra desafetos de forma raivosa em Death on Two Legs.

A paixão do baterista Roger Taylor por automóveis e velocidade é expressa em I’m In Love With My Car – se o carro é considerado símbolo fálico, essa música é pura testosterona. Destaque também para a simplicidade e beleza de You’re My Best Friend, autoria do tímido baixista John Deacon.

Mercury compôs Love Of My Life inspirado em Mary Austin, a melhor amiga dele, e por isso considerada o amor da vida do cantor, que se tornou um dos temas mais populares e frequentes em seus shows.

Brian May concebeu Good Company inspirado no Dixieland, o jazz tocado no início do século 20. A sonoridade dos instrumentos de sopro foi executada pela guitarra manipulada em estúdio.

Nesse disco está a operística Bohemian Rhapsody, o genuíno rock progressivo, com as vozes dos integrantes dobradas e a complexidade harmônica – rendeu um dos singles mais vendidos e uma das músicas mais intensas e completas de todos os tempos.

O Queen atingiu o ápice com as experimentações harmônicas e efeitos de gravação inspirados nos trabalhos dos Beatles com George Martin. A banda inventiva e dedicada, tanto em estúdio quanto no palco, trabalhou com a variedade de estilos sem perder a unidade e sonoridade característica do grupo. Com A Night at the Opera alcançaram a fórmula do “rock de arena” que seria copiada por outras bandas.

Nos concertos, Freddie Mercury regia, de forma comovente, milhares de pessoas em estádios, o que seria uma constante  até a morte do vocalista em 24 de novembro de 1991. Para fechar o álbum, a música que viria a ser usada para encerrar os shows, a versão de Brian May para o hino da Inglaterra: God Save The Queen!

Faixas bônus: Keep Yourself Alive (Long-Lost Retake, June 1975); Bohemian Rhapsody (Operatic Section A cappella Mix 2011); You’re My Best Friend (Backing Track Mix 2011); I’m In Love With My car (Guitar & Vocal Mix 2011); ’39 (Live at Earl’s Court, June 1977) e Love Of My Life (South American Live Single, June 1979).

A Day at the Races (1976)

Na abertura mostra a face hard rock do Queen com Tie Your Mother Down. A confessional You Take My Breath Away cantada ao piano, uma das marcas de Freddie Mercury, assim comoThe Millionaire Waltz é um prelúdio para You and I. O complexo arranjo vocal fez de Somebody to Love uma das músicas mais populares do repertório do Queen.

Faixas bônus: Tie Your Mother Down (Backing Track Mix 2011); Somebody To Love (Live at Milton Keynes, June 1982); You Take My Breath Away (Live in Hyde Park, September 1976); Good Old-Fashioned Lover Boy (Top of the Pops, July 1977) (Mono) e Teo Torriatte (Let Us Cling Together) (HD Mix).

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