05
maio
11

DVD: Fome de Viver, Tony Scott (1983)

FILME CULT

Charles Antunes Leite

Os vampiros estão presentes no cinema desde Nosferatu (1922). Com a passagem dos anos,  os efeitos especiais foram evoluindo e a qualidade dos filmes diminuindo. Bela Lugosi foi o ator mais emblemático a interpretar Drácula (1931). O britânico Christopher Lee nasceu no mesmo ano em que  Nosferatu foi produzido, e se tornou conhecido pela a interpretação de Drácula (1958).

Na década de 1980, comédias adolescentes desmitificaram a figura do vampiro. Drácula de Bram Stoker (1992) e Entrevista com o Vampiro (1994) recuperaram o prestígio do personagem. Na primeira década do século 21, vampiros caíram no modismo – o Cinema e a Televisão despejaram as mais variadas versões para os seres das trevas. Os piores exemplos ficaram por conta da saga Crepúsculo com vampiros bonitinhos e castos.

Tony Scott, irmão mais novo de Ridley Scott (Blade Runner, 1982), migrou do mercado publicitário para o cinema e se tornou conhecido por Ases Indomáveis (1986) e Amor a Queima Roupa (1993). Antes de se firmar em Hollywood, ele dirigiu Fome de Viver (1983). A bela fotografia e edição privilegiavam as cenas de erotismo e a bestialidade dos vampiros em busca sexo e sangue. A dicotomia prazer e dor, vida e morte, não necessariamente nessa ordem – componentes fundamentais para histórias vampirescas.

A música é um elemento necessário em todas as produções, principalmente filmes de suspense e terror. No filme de Scott, peças como o Trio in E-Flat, Op. 100 de Schubert e Flower Duet da ópera Lakmé de Delibes (uma versão moderna da ária foi utilizada num anúncio de companhia aérea) foram utilizadas em momentos mais românticos em contraponto com  o score original para sustentar os momentos mais tensos. A trilha sonora suave representa o dia e a noite é guiada pela música mais densa.

No filme de Scott cenas de erotismo e sangue povoam a tela. Há momentos de sensibilidade protagonizados pelo casal formado por Miriam vivida por Catherine Deneuve (Indochina) que havia transformado John interpretado por David Bowie (Merry Christmas Mr. Lawrence) em seu amante, muitos anos antes. Os dois saem pela noite nova iorquina em busca de sexo (alimento) durante o dia passam a imagem de um casal aristocrático e respeitado.

Na produção “teen”, os protagonistas Bella (Kristen Stewart) e Edward (Robert Pattinson) vivem um amor platônico e comportado até para os padrões da Sessão da Tarde.

Na primeira sequência, o tema Bela Lugosi’s Dead (não faz parte da trilha sonora) é executado de forma intermitente, intercalado à  performance claustrofóbica de Peter Murphy, o vocalista da banda Bauhaus, com a cena em que Míriam e John  seduzem um casal que os acompanha em busca de sexo casual, e se tornam presas fáceis para saciar a fome de vida dos vampiros contemporâneos.

John é acometido de uma doença degenerativa, o que faz com que envelheça rapidamente. Ele procura a ajuda da Dra. Sarah Roberts vivida por Susan Sarandon (Thelma & Louise) que passa a manter uma relação romântica com Miriam que, mesmo amando John, precisa de uma companhia para a eternidade.

Não basta sangue para viver, é preciso juventude e beleza. Não existe amor eterno para seres seculares “a fila anda”.

DVD: Fome de Viver,ING, 1983
Título Original: The Hunger
Direção: Tony Scott
Duração: 96 min
Distribuidora: Warner Home Video

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