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Músicas & Musas – A verdadeira história por trás de 50 clássicos pop

Charles Antunes Leite

A curiosidade pelas mulheres que inspiraram direta ou indiretamente grandes compositores do pop rock acompanha, há décadas, os ouvintes e fãs. Músicas & Musas pretende trazer à tona histórias de namoradas, esposas, rivais, “groupies”, celebridades e até mesmo das ilustres desconhecidas que inspiraram 50 das maiores canções pop. Muitas dessas histórias são divulgadas pela primeira vez e se unem a outras já conhecidas.

Entre canções notórias e pérolas de pouca repercussão, pelo menos no Brasil, os autores contextualizam  a personagem inspiradora na vida do compositor e o destino nebuloso delas após a repercussão das referidas músicas. Também descrevem a trajetória do artista e a importância da canção na discografia.

Frank Hopkinson e Michael Heatley elucidaram a origem das músicas e as mulheres que as inspiraram. Pesquisaram matérias em jornais, revistas e depoimentos dos compositores para chegar à história por trás de cada música.

Algumas musas são influências claras, chegando a intitular a música, enquanto outras são sopros de inspiração ou algum detalhe associado a outras informações na composição do perfil/ canção.

A perda é a maior fonte de inspiração artística, principalmente na Música, como pode ser conferido em In The Air Tonight, o primeiro sucesso solo de Phil Collins. O baterista e cantor do Gênesis descobriu o fim do casamento ao voltar de uma turnê e constatar que a esposa o trocara pelo pintor que trabalhava na reforma da mansão deles. A composição se deu num desabafo ao piano na casa vazia.

George Harrison (Something) e Eric Clapton (Layla) elegeram a mesma musa: Patti Boyd. O fascínio pela modelo resultou em duas das melhores canções das discografias de ambos. Ela chegou a se casar com Harrison e depois o trocou por Clapton, mas a amizade entre os dois guitarristas seguiu inabalada.

Musas podem se tornar esposas e ex-esposas podem se tornar fonte de inspiração. Uma canção pode mudar completamente o rumo de uma carreira.

E não podemos esquecer os amores não correspondidos como Diana de Paul Anka,  ou ainda um pedido de desculpas de Bono (U2) para a esposa em  Sweetest Thing. Até mesmo o fato de uma das musas descritas no livro não ser exatamente uma mulher, e sim um travesti, não foi impecilho para o sucesso de Lola dos Kinks.

Os autores poderiam incluir as letras completas e não apenas trechos selecionados. A edição brasileira poderia ser enriquecida pelas letras traduzidas, mesmo sendo difícil traduzir alguns termos,  para que o leitor pudesse acompanhar a narrativa na íntegra.

A capa é linda e sugestiva: Marianne Faithfull, musa e ex-namorada de Mick Jagger, clicada em PB, sentada no tapete ao lado de uma vitrola ouvindo discos. Música & Musas é leitura deliciosa e recomendável aos curiosos por cultura pop.

Título: Musas & Músicas (The Girl in the Song)
Autores: Frank Hopkinson e Michael Heatley
Tradução: Christiane de Brito Andrei e Cristina Bazan
Páginas: 144
Editora: Editora Gutenberg

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1 Response to “Músicas & Musas – A verdadeira história por trás de 50 clássicos pop”


  1. março 29, 2012 às 12:23 am

    Charles adorei esta critica. Eu dei uma olhada no livro. Mais você mostrou coisas que eu não sabia. Além de achar que as letras fariam diferença no livro.


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