| A |

Abertura – Peça instrumental que abre a ópera: anunciando ou apresentando um resumo da ação.

A Capella – Canto polifônico sem acompanhamento instrumental.

Acid HouseHouse acelerado com som mais pesado e estridente. O termo “acid” referência aos ácidos (alucinógenos) consumidos durante os eventos embalados pelo estilo musical. O desenho da carinha amarela com largo sorriso “Smile” foi adotado pelos apreciadores do gênero. Ex: M/A/R/R/S, Yazz, Jack The Tab.

Acid Jazz – O movimento conhecido como Acid Jazz surgiu na Inglaterra entre os anos 80 e 90 com grupos como Brand New Heavies e Incógnito. O gênero musical que combina elementos de Soul, Funk, Disco e Jazz foi impulsionado pelos DJs Norman Jay, Gilles Peterson e Patrick Forge. Ex: Guru, US3.

Acid Rock – Também conhecido como “rock lisérgico”, desenvolvido principalmente por bandas californianas dos anos 60. Psicodelia extrema, longos improvisos, instrumentos não-convencionais, efeitos de gravação. Exemplos: Jefferson Airplane, Grateful Dead, Pink Floyd pré-Darkside of the Moon.

Acorde – Qualquer combinação de três ou mais notas musicais tocadas simultaneamente.

Adágio – Do italiano “tranquilamente”, movimento lento, porém mais rápido que um largo.

Afro Beat –
Ritmo criado pelo nigeriano Fela Kuti (morto em 1998) nos anos 70. Mistura de Jazz, Pop engajado, Funk e Eletrônica.

Alegro
– Do italiano “vivamente”. Andamento rápido e alegre.

Ambient Music
– Música suave para sonorizar elevadores e salas de espera. Conhecida como Muzak, por ser inicialmente desenvolvida pela empresa Muzak Incorporated. Com o álbum Music for Airports, o músico inglês Brian Eno repaginou o estilo nos anos 70, adicionando minimalismo pop com timbres e processos de gravação inusitados.

Andamento – A velocidade de execução de uma peça.

AOR (Album-oriented rock) – Álbum Orientado ao Rock em inglês.  Era originalmente chamado de album-oriented radio, um formato americano de Rádio FM que tocava faixas dos álbuns de artistas de rock . No Brasil é o equivalente ao Rock de Arena.

Ária – Melodia vocal isolada, cantada por solista. Faz parte da Ópera desde a origem do gênero com Orfeu de Monteverdi.

Arranjo – A distribuição e ordem de execução do material sonoro de uma composição pelos diversos executantes. Ao arranjar uma peça ou música, são apresentados os elementos de uma composição pré-existente, preservando a identidade dela, mas dotando-a de um caráter diferente.

Art Rock –
Termo criado nos anos 70 pela Revista Rolling Stone para designar a música de bandas como Roxy Music e Brian Eno. O termo serviu para rotular “progressivos” e “experimentalistas”.

Atonal – Do grego a (sem) tonos (tom). O sistema tonal serviu de fundamento a toda a música ocidental até o final do século XIX: as 12 notas da escala, uma, a tônica era privilegiada.O Atonalismo não obedece aos princípios da tonalidade.

Avant Garde
– “Vanguarda”. Forma livre de jazz a partir de 1960.

| B |

Backing – “Acompanhamento”, banda ou vocais de apoio para um solista.

Baixo – Categoria vocal masculino cujo timbre de voz é mais grave. Abaixo do barítono. Ex: Gottlob Frick.

Baixo Contínuo – Fundo sonoro contínuo executado por órgão ou violino para acompanhar e sustentar a voz.

Ballet – Espetáculo de dança com vários bailarinos. Até o século XIX era parte integrante das Óperas. No séc. XX tornou-se independente com peças escritas para esse fim. Ex: Swan Lake, Nutcracker, Romeu & Julieta.

Barítono – Do grego “barus”(pesado) “tonos”(tom). Voz média masculina, grave e volumosa. Mais grave que o Tenor e mais aguda que o Baixo. Ex: Bryn Terfel.

Barroco – A Música Barroca substituiu o estilo Renascentista após o século XVII e dominou a música européia até cerca 1750. Era elaborada e emocional, ideal para integrar-se a enredos dramáticos. A Ópera era a mais importante novidade em forma musical, seguida de perto pelo oratório. Ex: Bach, Vivaldi, Haëndel.

Base – Primeira tomada que uma banda faz para gravar uma canção, “esqueleto” composto geralmente por guitarra, baixo  e bateria. O restante fica para ser acrescido de Overdubs.

Be Bop – O estilo surgiu em 1940, nos clubes da Rua 52, em Nova Iorque. Eram jams em que os integrantes das Big Bands podiam tocar de forma livre. Os instrumentos podiam dialogar entre si em complicados improvisos – diferente da forma redonda que tocavam nas bandas de Swing. O nome Be Bop vem das onomatopéias pronunciadas pelos músicos imitando o fraseado frenético dos seus instrumentos. O estilo privilegia os pequenos conjuntos e os solistas de grande virtuosismo. O fraseado é flexível, nervoso, anguloso, cheio de saltos que exigem uma técnica instrumental muito desenvolvida. Além dos fundadores Charlie Parker e Dizzy Gillespie e Thelonious Monk. Outros expoentes: Bud Powell (P), Kenny Clarke e Max Roach (bateriastas), Charlie Christian(guitarra), Milt Jackson (vibrafone), Jay Jay Johnson (trombone).

Big Band – Formação entre 14 e 20 músicos – Orquestra de Jazz.

Big BeatBreakbeat mais acelerado, com elementos do Rock e do Funk. Ex: Chemical Brothers, Prodigy e Fatboy Slim.

Bittersweet – “Acre-doce”. Termo criado pela Revista Time pra uma matéria com o cantor “folk James Taylor. Compositores e cantores especializados em baladas a base de violão. Exemplo: Simon and Garfunkel, Carole King.

Black Metal – Descontentes com o excessivo rumo comercial o qual o Metal parecia estar fadado, o Venom inventou o termo em 1981 e batizou o segundo disco com o nome Black Metal (1982). Na mesma época Bathory, Celtic Frost e Mercyful Fate seguiram essa linha musical. O estilo se desenvolveu na Noruega com duas vertentes: os paganistas e satânicos. As características do som: utilização de tons menores visando à criação de atmosferas musicais sombrias, frias, obscuras e melancólicas com guitarras rápidas, baixo com distorção e bateria rápida e agressiva e ocasionalmente cordas e órgão. As letras tratam de paganismo, satanismo e ocultismo. Os músicos e fãs usam roupas de couro pretas e metais nos acessórios, pintura facial “corpse paint (geralmente em preto e branco) que proporciona à pessoa uma aparência de cadáver em decomposição os nomes das bandas são inteligíveis e todos utilizam pseudônimos, na maioria em latim. Ex: Mayhem, Darkthrone.
Atualmente o estilo é conhecido como Death Metal.

Black Metal Melódico – Bandas que acrescentam instrumentos e elementos de Música Erudita ao Black Metal. Ex: Craddle of Filth e Dimmu Borgir.

Bluegrass – Música caipira dançante norte-americana, anterior ao Country, derivada do Blues e Jazz. Utiliza instrumentos acústicos como rabeca, banjo, violão, e geralmente acompanhado por palmas.

Blues – “Angústia”, “tristeza”. O estilo musical inicialmente composto de cânticos entoados pelos negros para ditar o ritmo e dar motivação para o trabalho na lavoura. Os escravos do sul dos Estados Unidos não podendo tocar seus tambores – adotaram o violão com cordas de aço. O Blues é basicamente tocado em 12 compassos para três acordes: o dominante, o de quarta e o de quinta. Utilizam a escala “pentatônica” com a terça e a sétima bemolizadas (blue notes). Robert Johnson é tido como precursor do estilo violão acústico e voz.

Boogie Woogie Blues acelerado, tocado ao piano e puxado pelo baixo feito com a mão esquerda, enquanto a direita faz a linha melódica. O termo tirado da música Cherry Red : “I want you to boogie my woogie”. Exemplos: Jimmy Reed e Fats Domino.

Bossa Nova – Movimento musical surgido no Rio de Janeiro em 1958 com a batida do violão e vocal sussurrado de João Gilberto cantando a música de Tom Jobim. Música sofisticada: samba com elementos de Jazz e o sotaque brasileiro.

Em 1958, o Rio de Janeiro era capital do Brasil e centro de ebulição cultural. Ano da conquista da Copa do Mundo na Suécia. Esperança de prosperidade prometida pelo presidente Juscelino Kubitscheck. Nesse cenário nascia a Bossa Nova. As músicas de “dor de cotovelo” e arranjos orquestrais, cantadas por vozes potentes deram lugar à sutileza melódica engendrada por Dick Farney e Johnny Alf, anos antes. Mas, somente no final da década de 50 tomaria corpo com os jovens da Zona Sul do Rio. O grupo formado por: Tom Jobim, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Ronaldo Bôscoli, Nara Leão e Vinícius de Moraes, entre outros; passou a se reunir para tocar influenciados pelo jazz e amparados na simplicidade da batida do violão e vocais sussurrados de João Gilberto.

Em 1959, o jornalista Sérgio Porto foi o primeiro a empregar o termo bossa nova para designar o estilo de tocar e cantar. O marco inicial do movimento, o LP Chega de Saudade de João Gilberto, traz na letra da canção Desafinado, a expressão utilizada por Porto. Jobim gravou com Frank Sinatra, Gilberto com Stan Getz; e vários componentes do grupo participaram do show em 1962 no Carnegie Hall em Nova Iorque, para divulgar a nova música.

Depois vieram Eumir Deodato, Sérgio Mendes, Marcos Valle, Moacir Santos e muitos outros – acrescentando elementos regionais e estruturas harmônicas ao estilo. Aquela música ganhou o mundo, e é apresentada hoje repaginada por artistas como Fernanda Porto, Bossacucanova, Celso Fonseca, Fernanda Takai e Paula Morelembaum. De Beatles a Burt Bacharach, vários estilos e artistas já receberam versões em ritmo de bossa.(Charles Antunes in Auditivo/ Nov 2008)

Bootleg – Registros de shows sem consentimento dos artistas, muitas vezes diretamente da mesa de som, e por isso com péssima qualidade de áudio. Eram itens de colecionador produzidos para os fãs que possuíam a discografia oficial do artista. Nos anos 80 e 90 era uma prática que atendia a procura por itens adicionais, diferente da pirataria dos anos 2000.

Bottleneck
– “Gargalo”. Técnica de guitarra originária do Blues e similar à guitarra havaiana. Inicialmente feito com um  dos dedos da mão esquerda enfiado num gargalo de garrafa. Hoje utilizam cilindro metálico ou acrílico. Os mestres da técnica: Robert Johnson, Muddy Watres e Johnny Winter.

Brass Band
– Bandas compostas por instrumentos de sopros. A formação surgiu em 1857, na cidade de  Nova Orleans para acompanhar os desfiles de carros alegóricos (Mardi Grass – terça gorda) promovidos por comerciantes locais. Essas formações tocavam em festas e enterros.

Brazilian Jazz – Não é fácil a definição para o termo. Seria a forma brasileira de tocar o jazz com elementos de nossa cultura. Música instrumental brasileira pós-Bossa Nova e que  utiliza  elementos do Jazz e ritmos brasileiros. Podemos colocar na mesma categoria toda a música instrumental desde o início do século XX e todas as transformações e fusões ocorridas. Ex: Pixinguinha, Benedito Lacerda, Ernesto Nazareth, Radamés Gnatalli, Tom Jobim, João Gilberto, Quarteto Novo, Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Nana Vasconcelos,Wagner Tiso, Raul de Souza, César Camargo Mariano, Eumir Deodato, Uakti, Eliane Elias etc. Defini-lo com uma receita poderia restringi-lo dentro da variedade rítmica da música brasileira.

Break – Durante a execução de uma peça, momento em que todos os integrantes do conjunto param de tocar, exceto um deles, que executa um solo.

Breakbeat – Mistura de elementos do Hip Hop, Funk e Eletro. Alguns DJs utilizam o estilo para baixar o ritmo da pista por alguns instantes, “uma tomada de fôlego”. O Jungle e o Bigbeat são filhos do Breakbeat. Ex; Asian Dub Foundation, Dub Pistols, The Crystal Method, DJ Shadow.

British Blues
– “Blues Britânico”. No início dos anos 60, músicos ingleses influenciados pelo Blues americano formam grupos para tocar o estilo. Desses grupos despontam vários guitarristas que viriam a formar os principais grupos de rock na Inglaterra. Destaque para: Alexis Korner Blues Incorporated e John Mayall and Bluesbreakers.

Bubblegum – “Goma de mascar”. Pop descartável, assumido por bandas como Archies e Monkees em meados dos anos 60.

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