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Madrigal – Peça vocal polifônica de caráter profano, inspirada na canção popular, herdadada dos Trovadores. A partir dos Madrigais, Monteverdi criou o que conhecemos como Ópera.

Magnificat –
Cântico atribuído à Virgem Maria para ocasião da visita a prima Isabel. É cantada em várias ocasiões do Catolicismo e Anglicanismo.

Mainstream – “Corrente Principal”. Designação no Jazz para o contrário de vanguarda, ou seja, música tradicional, de fácil aceitação e compreensão. Termo abrangente usado para fazer referência a todo o Jazz excetuando-se o Free Jazz e o Jazz-Rock ou Fusion praticado nos anos 1970/80.

Master – “Matriz”. Fita para qual é feita a mixagem em estéreo da gravação feita em 16, 24, 48 canais em estúdio. Antigamente era dessa matriz que era tirado o acetato para prensar o disco de vinil.

M-Base – Nos anos 1980, o ecletismo fortalece a cena Jazz. Fusão de Funk, Rap, Hip Hop. Brilham músicos jovens, muitos deles oriundos de Conservatórios.

MC – “Mestre de Cerimônias”. O vocalista no Rap e Hip Hop. Aquele que agita o público.

Melodia – É uma sucessão dos sons musicais combinados. É o que dá sentido a uma composição musical. Encontra apoio na harmonia, que é a execução de sons simultâneos dos demais instrumentos ou vozes quando se trata de música coral.

Mezzo SopranoVoz média feminina. Vocal mais grave que o Soprano e mais agudo que o Contralto. Ex: Tereza Berganza.

Middle of the Road – “Meio fio”. O mesmo que Mainstream, porém voltado ao Pop.

Minimal ou Minimalism – Termo originário das artes plásticas dos anos 60 nos EUA. Composição feita a partir da repetição em série de um número mínimo de elementos para obter um efeito mântrico, hipnótico. Ex: La Monte Young, Philip Glass, Laurie Anderson.

Modern Jazz Desde o final da década de 1980 e na década de 1990 o estilo se tornou sucesso nas rádios. Música facilmente assimilável com direcionamento Pop. Ex: George Benson, David Sanborn, Lee Ritenour e Earl Klugh. 

Modo –Uma série de notas que deriva de uma escala básica, começando e terminando com uma nota diferente na nota de origem da escala, resultando em um conjunto diferente de intervalos e um centro tonal diferente, criando um estado perceptivo e psicológico diferente. Exemplo: o segundo modo da escala de Si Bemol Maior (Si Bemol, Dó, Ré, Mi Bemol, Fá, Sol, Lá, Si Bemol, etc) é o Dórico (Dó, Ré, Mi Bemol, Fá, Sol, Lá, Si Bemol, Dó).

Modal – Escala antiga ou exótica cujos intervalos obedecem a padrões especiais.

Modulação –
Passagem de um tom para outro.

Moteto – Canto Polifônico religioso para solista ou coro. Os versos são trechos da liturgia católica que não fazem parte da missa. Ex: Salmos.

Movimento – Uma das partes independentes dentro de uma obra mais extensa, tal como Sinfonia e Concerto. Diferencia-se dos demais movimentos quanto ao Tema Musical, Andamento e Compasso.

Música AntigaA Música Medieval, ou seja, até 1400 d.C. A música desse período para obter o máximo de fidelidade necessita de interpretações que sigam as notas do compositor e instrumentos “autênticos” ou cópias desses. O desejo de recriar (executar) a música de uma época em particular com as sonoridades e os tratos estilísticos daquela época requer o envolvimento dos musicologistas como Jordi Savall, habilidade e instrução dos músicos. Ex. compositores do período: Abadessa Hildegard von Bingen, Perotin Magnus, e de Guillaume Machaut. Além do Canto Gregoriano, durante os séculos XII e XIII houve intensa produção de obras em forma de canção, composta pelos Trovadores, poetas e músicos do sul da França.
As danças eram muito populares em festas e feiras e podiam ser tocadas por dois instrumentos ou grupo mais numeroso. Entre os instrumentos destacavam-se flautas e o alaúde e o virginal.
A utilização do sistema silábico de dar nome às notas deve-se também ao monge Guido d’Arezzo e encontra-se num hino ao padroeiro dos músicos, São João Batista:

Ut queant laxit
Ressonare fibris
Mira gestorum
Famuli tuorum
Solvi polluti
Labii reatum
Sancte Ioannes
A maior parte da música desse período ficou registrada em manuscritos do clero. Os sons seculares sobreviveram por meio de interpretações deduzidas a partir de ilustrações.

Música Barroca –  Música produzida ou com posta entre 1650 e 1750. O marco do final do período é a morte de Bach em 1750. A Música Barroca foi “desaparecendo” gradualmente. A música é geralmente exuberante: ritmos enérgicos, melodias com muitos ornamentos, contrastes de timbres instrumentais e sonoridades fortes com suaves. Um traço constante nas orquestras barrocas, porém, era a presença do cravo ou órgão como contínuo, fazendo o baixo e preenchendo a harmonia. Novas formas de composição foram criadas, como a fuga, a sonata, a suíte e o concerto. Nesse período desenvolve-se o Oratório (Óperas com temas bíblicos) e as Cantatas (versões curtas de Oratórios). Bach se destacou com suas Cantatas e Haëndel com os Oratórios, o Messias é o mais conhecido. Ex: Vivaldi, Telemann, Rameau e Lully e Purcell.

Música Clássica – O Período Clássico está situado entre 1750 e 1820. Refinada e elegante e tende a ser mais leve, menos complicada que a Barroca. Os compositores procuram realçar a beleza e a graça das melodias. A Orquestra está em desenvolvimento. Os compositores deixaram de usar o cravo e acrescentaram mais instrumentos de sopro. Durante o Período Clássico, a música instrumental passou a ter maior importância que a vocal. Nesta época criou-se a Sonata, obra com vários movimentos para um ou mais instrumentos. Surge a Sinfonia, peça instrumental em quatro movimentos, escrita para grande orquestra, e  que pode ter vocal. O Concerto consiste em uma composição para um instrumento solista contra a massa orquestral em três movimentos. São compostas peças para interpretação dos Quartetos de Cordas. O Piano vai tomando seu lugar de destaque, enquanto o Cravo vai desaparecendo das composições.  Ex: Mozart, Haydn, Beethoven.

Principais compositores Clássicos:
P. E. Bach 1714 – 1788
Gluck    1714 – 1787
Hayden 1732 – 1809
W. A. Mozart 1756 – 1791
Van Beethoven 1770 – 1827
Joaquim A. de Mesquita -1746/1805
Padre José Maurício N. Garcia1767/1830
Antonio Soler Ramos – 1729/1783
Muzio Clemente- 1729/1783

Música Moderna ou Contemporânea – Período 1910 em diante. A Música Erudita dos séculos XX e XXI. Não há uma uniformidade na música contemporânea. A fusão de gêneros e a quebra da barreira entre o Erudito e a Música Folclórica. As Tendências neoclássicas e neo-românticas (chamadas “conservadoras”), representadas por compositores como Arvo Pärt e Krzysztof Penderecki, que representam uma reação ao experimentalismo, voltando a adotar a linguagem tonal. Os Vanguardistas Privilegiam a criatividade e experimentação. Eles pesquisam novas possibilidades, sem levar em conta o formalismo da Música feita até então.
Música Eletroacústica (Eletrônica) desenvolvida na Alemanha na década de 1950. Nela curiosos sons, surgidos eletronicamente ou manipulados através de outros instrumentos ou objetos, são incorporados à música e explorados em larga escala.
Música Aleatória na qual o músico executante direciona a interpretação, obedecendo a idéia geral do compositor, exige imaginação e criatividade. Características da Música Contemporânea:
Melodias
– fragmentadas, angulosas, em lugar das longas sonoridades românticas. Em algumas peças, inexistente;
Ritmos – vigorosos e dinâmicos, com amplo emprego dos sincopados; métricas inusitadas, como compassos de cinco e sete tempos; mudança de métrica de um compasso para outro, uso de vários ritmos diferentes ao mesmo tempo.
Timbres – Inclusão de sons estranhos, intrigantes e exóticos; fortes contrastes, às vezes até explosivos; uso mais enfático da seção de percussão; sons desconhecidos tirados de instrumentos conhecidos; sons inteiramente novos, provenientes de aparelhagens eletrônicas e fitas magnéticas. Ex: John Cage,Steve Reich, Stockhausen, Varèse, Boulez, Schöenberg, Berg, Bartok, Villa-Lobos, Stravinsky.

Compositores do Século XX:
Igor Stravinsky – 1882/1971
Cláudio Santoro – 1919/1989
Sergei Prokofiev- 1891/1953
Marlo Nobre de Almeida – 1939/
Francisco Mignone – 1897/1986
Edino Krieger
Cézar Guerra Peixe – 1914/1993
Radamés Gnatalli – 1906/1988
Alberto Evaristo Ginatera – 1919/1983
Oscar Lorenzo Fernandez – 1897/1948
C. Debussy 1862 – 1918
Schoenberg 1874 – 1951
M. Ravel 1875 – 1937
B. Bartók 1881 – 1945
A. Berg 1885 – 1945
H. Villa- Lobos 1887 – 1959

Música Impressionista – Período mais curto, transição entre o Romantismo e o Modernismo situado entre os anos de 1870 e 1915. Resposta ao exagero do Romantismo. As composições são desenvolvidas para Orquestras menores. As composições são registros de impressões num dado momento, sem a dramacidade e narrativa do Romantismo.

Música Renascentista – Período posterior a Música Antiga e anterior ao Barroco. Música produzida entre os séc. XIV e XVI. Os compositores passaram a ter um interesse muito mais vivo pela música profana (música não religiosa), inclusive em escrever peças para instrumentos, já não usados somente para acompanhar vozes. No entanto, os maiores tesouros musicais renascentistas foram compostos para a igreja. A música renascentista é de estilo polifônico, ou seja, possui várias melodias tocadas ou cantadas ao mesmo tempo. Algumas das peças mais impressionantes são as de Giovanni Gabrielli (1555 – 1612), que escreveu corais para dois, três ou até mais grupos. Os Motetos eram peças escritas para no mínimo quatro vozes, cantados geralmente nas igrejas. Os Madrigais eram canções populares escritas para várias vozes e não possuíam refrão. O compositor Cláudio Monteverdi criou a o que seria conhecido como Ópera, montagens teatrais cantadas, como Orfeu, por exemplo. A música Renascentista era feita para a realeza. Nesse período, a Missa foi estruturada da forma como a conhecemos: Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus e Agnus Dei. Ex: Palestrina, Byrd.

Música Romântica –  Período de 1820 a 1910. Os românticos buscavam maior liberdade de forma, a expressão mais intensa e vigorosa das emoções, revelando seus pensamentos mais profundos, inclusive suas dores. Muitos compositores românticos eram ávidos leitores e tinham grande interesse pelas outras artes, relacionando-se estreitamente com escritores e pintores. Não raro uma composição romântica tinha como fonte de inspiração um quadro visto ou um livro lido pelo compositor. As melodias tornam-se apaixonadas, semelhantes à canção. As harmonias tornam-se mais ricas, com maior emprego de dissonâncias. Durante o Romantismo houve o florescimento da canção “Lied” em alemão, o principal compositor do gênero foi Schubert. As Óperas mais famosas hoje em dia são as românticas dos italianos Rossini e Verdi, o alemão Wagner.
A Orquestra cresceu não só em tamanho, mas também em abrangência. Mesmo assim, os compositores do período escreveram para o piano, destaque para Schubert, Mendelssohn, Chopin, Schumann, Liszt e Brahms. Havia uma grande variedade de composições: as Valsas, as Mazurcas, o Prelúdio, o Noturno, a Balada etc. Um gênero de composição se destacava, o Estudo (Étude), cujo objetivo era o aprimoramento técnico do instrumentista. Virtuoses como o violinista Paganini e o pianista Liszt eram admirados por platéias assombradas. Ex: Chopin, Liszt, Mahler, Verdi.

Principais compositores Românticos:
Gustav Mahler – 1860/1911Moritz Moszkowki – 1854/1925
Geuseppe Verdi – 1813/1901
Sergei V. Rachmaninov – 1873/1943
Louis Hector Berlioz – 1803/1869
F.Schubert 1797 – 1828
F. Mendelssohn 1809 – 1847
F. Chopin 1810 – 1849
R. Schumann 1810 – 1856
F.Liszt 1811 – 1886
R. Wagner 1813 – 1883
J. Brahms 1838 – 1897
Tchaikovsky 1840 – 1893

Mute – Surdina utilizada juntamente com instrumentos de sopro de metal.

Muzak – Termo extraído do nome da empresa americana Muzak Incorporated que se especializou na fabricação em série de música ambiente (para salas de espera e elevadores), passou a ser reconhecida como música insossa e banal.


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New Age Music – Música serena cujo objetivo é o relaxamento, meditação. O celeiro da música da Nova Era foi a gravadora californiana Windham Hill no final dos anos 70. Ex: Andréas Wollenweider, Michael Hedges, Will Akerman.

New Orleans – O primeiro estilo bem definido do Jazz – e bem documentado por gravações originais – é aquele que se originou no final dos anos 10 e início dos anos 20 na cidade famosa por seus bares, saloons e bordéis. O New Orleans teve pioneiros King Oliver com sua Original Creole Jazz Band, Jelly Roll Morton e Sidney Bechet. No conjunto de King Oliver despontou Louis Armstrong. O estilo New Orleans não se limitou à cidade na qual nasceu: em particular, foi instalar-se também em Chicago e New York. O New Orleans pode ser considerado, em certa medida, “moderno” – diferentemente do Blues arcaico, do Dixieland, do Ragtime, etc – porque nele já estão presentes os parâmetros fundamentais que guiam uma performance moderna de Jazz: a seqüência de solos improvisados, os padrões de técnica instrumental e virtuosismo. A seção rítmica ainda se limita a um papel de acompanhante, com exceção do piano, que ocasionalmente já sola (principalmente se tocado por mestres como Earl Hines).

New Psichodelic Neo-psicodélico”. Psicodelismo recuperado por bandas pós-punks. Utilizavam nas suas músicas texturas climáticas. Ex: Echo and the Bunnymen, Psychedelic Furs.

New Romantic – “Neo-romântico”. Bandas com visual “cool” com inspiração no Glam. Utilizavam teclados e faziam um som limpo ao contrário do som e visual cru, sujo e agressivo dos punks. Ex: Duran Duran, Spandau Ballet e Culture Club.

New Wave – “Nova Onda”. Termo criado pelas gravadoras americanas para substituir o Punk. O estilo englobava artistas provenientes do Punk inglês e precursores do Punk novaiorquino. A partir da New Wave surgiram ramificações como New Romantic e Psychobilly.

Noise – Estilo musical que utiliza majoritariamente sons considerados, em circunstâncias comuns, desconfortáveis ou irritantes. Em 1975, o estadunidense Boyd Rice começou a experimentar possibilidades sonoras com ruídos extremamente corrosivos extraídos de furadeiras, polidores de sapatos e guitarras preparadas, e as misturava com gravações de praticamente qualquer coisa. Em 1978 ele lançou o LP Pagan Muzak, considerado o início do gênero. Ex: Masami Akita( Merzbow), Whitehouse, Japanoise e Masonna e Nihilist Spasm Band.

No Wave –
“Nenhuma Onda”. Pós-punk radical e anticomercial. Denominação criada para rivalizar com a febre de rótulos que surgiu com a New Wave. Ex: PIL, Cabaret Voltaire.

Nu Jazz ou Electro Jazz –  Fusão de Jazz com Música Eletrônica. Vai desde o remix e acréscimo de “samplers” ao Jazz como também composições eletrônicas com elementos de Jazz.Ex: Cinematic Orchestra, Saint Germain, Jazzanova e Bruno E.

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