Posts Tagged ‘Elvis Presley

18
mar
15

Coleção Folha Soul & Blues (2015)

Por Charles Antunes Leite

Primeiro volume da coleção

Primeiro volume da coleção

O Blues e o Soul são dois gêneros da música norte-americana que podem ser considerados os pais do rock. Desde os precursores como Chuck Berry, Little Richard, Elvis Presley passando por Eric Clapton, Beatles, Rolling Stones, The Who, Jimi Hendrix, Janis Joplin, The Doors – todos tiveram como influência decisiva nas suas carreiras os artistas do blues e do soul.

O Soul e, principalmente o Blues, fizeram a cabeça, primeiramente do outro lado do Atlântico, dos jovens ingleses que começaram a apreciar a música negra americana, antes mesmo dos jovens americanos. A “British Invasion” pode exemplificar tal fenômeno em que artistas ingleses em suas excursões pela terra do Tio Sam devolviam aos jovens ianques a música deles repaginada e incutiam o interesse pela busca dessas raízes musicais.

Disco de Howlin Wolf gravado em Londres com a participação de seus fãs ilustres.

Disco de Howlin Wolf gravado em Londres com a participação de seus fãs ilustres (não faz parte da coleção).

Na década de 1980, uma ramificação do que veio a ser conhecido como New Wave, revelou artistas cuja principal influência musical era o Soul: Prince, Simply Red, Sade, Style Council, Fine Young Cannibals. Os anos 1990 continuaram a revelar artistas influenciados pelo soul e blues como Lisa Stansfield, Des’ree, Jamiroquai, Lenny Kravitz. Nos anos 2000 surgiram: Adele, Amy Winehouse, Corinne Bailey Rae, Aloe Blacc, Raphael Saadiq, Joss Stone, Mayer Hawthorne, Gary Clark Jr. Entre muitos outros.

A Coleção Folha Soul & Blues pretende resgatar artistas tão influentes e atemporais dessas duas correntes musicais que poderá agradar aos neófitos e também aos habituais apreciadores dos dois gêneros.

A coleção oferece um panorama da música negra produzida no século XX. O repertório dos CDs foi extraído dos lendários selos fonográficos e gravadoras Stax e Motown (Soul) e Chess e Alligator (Blues) com as principais canções de cada artista. Cada livro traz textos explicativos da obra, principais gravações, curiosidades sobre os artistas, além de indicações de livros e filmes para aprofundar nos estilos musicais em questão.

Nomes de suma importância para os dois gêneros, por não pertencerem ao cast das gravadoras citadas, ficaram de fora da coleção: Sam Cooke, Aretha Franklin, Al Green, Booker T and the MGs, Ray Charles, Lightnin’ Hopkins, Willie Dixon, Pinetop Perkins, Stevie Ray Vaughan.

São 30 livros de capa dura com 44 páginas em papel couché acompanhados respectivamente por um CD. À venda nas bancas a partir de 15 de março. Abaixo a relação dos fascículos:

Soul

  1. Stevie Wonder
  2. Marvin Gaye
  3. James Brown
  4. Ike & Tina Turner
  5. Jackson 5
  6. Diana Ross & The Supremes
  7. Barry White
  8. Curtis Mayfield
  9. The Commodores
  10. Otis Redding
  11. Gladys Knight & The Pips
  12. Isaac Hayes
  13. The Temptations
  14. Etta James
  15. Smokey Robinson

Blues

  1. B.B. King
  2. Muddy Waters
  3. Buddy Guy
  4. John Lee Hooker
  5. Robert Cray
  6. Howlin’ Wolf
  7. Fats Domino
  8. Robert Johnson
  9. Koko Taylor
  10. Johnny Winter
  11. Albert Collins
  12. Magic Slim
  13. Bessie Smith
  14. James Cotton
  15. Shemekia Copeland

 

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17
ago
12

Dois motivos para acreditar que Elvis não morreu

Charles Antunes Leite

Muitos ainda acreditam que Elvis está vivo e fazendo coisas que todo mortal faz. Alguns juram tê-lo visto comendo um hambúrguer; outros dizem que o viram num posto de gasolina… Os olhos podem até enganar em se tratando de Elvis que entre milhões de fãs possui diversos sósias, alguns bem parecidos.

O sonho não acabou com o assassinato de John Lennon em 1980, mas três anos antes com a morte do “Rei do Rock” em Graceland, no dia 16 de agosto de 1977. Elvis Presley estava com 42 anos de idade, mas aparentava ser um arremedo da figura imponente e sensual que fora na juventude. O “Rei do Pop” Michael Jackson, que já havia sido casado com a filha de Elvis,  morreria em circunstâncias parecidas após parada cardíaca, em 2009  – ambos tomavam medicamentos em demasia.

O artista que se tornou mito no século 20, ainda permanece cercado pelo fascínio de sua figura e obra. O homem Elvis Aaron Presley nasceu em East Tupelo, Mississipi nas primeiras horas do dia 8 de janeiro de 1935. Elvis veio ao mundo meia hora depois do irmão gêmeo Jesse Garon, natimorto.

A infância do futuro “Rei do Rock” foi permeada pela penúria visto que seus pais Gladys e Vernon sustentavam a família com parcos recursos de seus empregos na comunidade rural e às custas do seguro social. Se por um lado, a vida material dos Presley estava longe de ser abastada, emocionalmente Elvis cresceu no seio de uma família amorosa, principalmente a mãe que o acompanhava ao cemitério em que Jesse fora sepultado e à igreja onde despertou seu interesse para a música gospel e desenvolveu o canto.

Elvis ganhou seu primeiro violão quando completou dez anos e o interesse dele pela música country e pelo rhythm and blues deu origem ao amálgama que o tornaria famoso. A trajetória  musical teve início quando o disco que trazia de um lado uma versão de That’s All Right e no outro Blue Moon of Kentucky gravado na Sun Records, de Sam Philips, foi executado pela primeira vez numa rádio de Memphis, no dia 7 de julho de 1954.

Inicialmente, o futuro ídolo enfrentou resistência tanto da parte dos brancos como também dos negros para impor a música miscigenada que podia ser comparada a de um mulato. Transposto tal obstáculo, o resto é história: centenas  de sucessos, mais de 160 discos de ouro e platina, inúmeros filmes, show via satélite e milhões de fãs apaixonados pelo mundo, além da eterna influência para músicos, inclusive Beatles.

Elvis continua vivo e na memória de todos como poderá ser visto em dois eventos que chegam ao Brasil em 2012. A exposição com mais de 500 peças de memorabilia do “Rei do Rock”, a Elvis Experience e o show Elvis in ConcertA viúva do cantor e curadora da exposição, Priscila Presley, abriu Graceland para o apresentador do Fantástico (Rede Globo), Zeca Camargo. As imagens servem como aperitivo para o acervo que será exposto em São Paulo:

Serviço

Exposição: Elvis Experience
Shopping Eldorado – de 05/09  a 05/11 das 10h às 22h
Av. Rebouças, 3970 – Pinheiros – São Paulo-SP
Classificação: Livre
Ingressos: http://www.ingressorapido.com.br/
Tel.: 4003-1212

Show: Elvis in Concert
Ginásio do Ibirapuera – 8 e 9/10/2012
Rua Manoel da Nóbrega, 1361 – Ibirapuera – São Paulo/SP
Classificação: 12 anos
Ingressos: http://www.ingressorapido.com.br/
Tel.: 4003-1212

29
nov
09

CD, Novembro é o mês dos Discos Natalinos, Vários Títulos

Charles Antunes Leite

No Brasil, poucos se arriscaram a gravar discos de “Christmas”. Historicamente, salvo algumas exceções bem sucedidas, por aqui esses discos não emplacam. A cantora Simone lançou 25 de Dezembro (1995) e a dupla Chitãozinho e Xororó – Em Família (1997). Um ou outro artista tentou, além dos discos com “casts” das gravadoras homenageando a data que até chegam a vender um pouco.

Entre os relançamentos A Harpa e a Cristandade de Luís Bordon, que apesar de relembrar a infância também vem carregado de melancolia – disco natalino de grande sucesso e vendagem desde o seu lançamento em 1959. Os “best sellers” Bing CrosbyMerry Christmas, o mais famoso disco de natal; Elvis Presley – Elvis’ Christmas Album ; Frank Sinatra – A Jolly Christmas From Frank Sinatra (os três de 1957) e Stille Nacht – Die Schönsten Deutschen Weihnachtsl Fischer Chöre, o grandioso coral alemão, uma das melhores pedidas para animar a ceia.

Andréa Bocelli – My Christmas, o cantor lírico italiano interpreta hinos natalinos e religiosos com a competência de sempre. Sting – If On A Winter’s Nigh…, o cantor do Police num disco de Natal com o sabor se sua produção recente, influências de musica celta e até um pouquinho de jazz.

David Archuleta – Christmas From The Heart, o segundo colocado do American Idol, num disco apenas correto; Olívia Newton John – Christmas Wish com participações de John Secada, Michael McDonald, Barry Manilow e Jann Arden, vale pelos 22 temas, apesar do resultado ser morno. Michael McDonald – This Christmas é enfadonho. Os melhores são: Neil Diamond – A Cherry Cherry Christmas; Barry Manilow – In The Swing Of Christmas e Bob Dylan…

Bob DylanChristmas in the Heart (2009), a diferença já começa pela bela capa que foge do convencional (cantor bem vestido e barbeado ao lado da árvore), afinal estamos falando de Bob Dylan. Aqui está a familiar voz anasalada entoando hinos natalinos com o acento folk peculiar de seus discos.

Em I’ll Be Home For Christmas, o vocal lembra Tom Waits. A faixa The Christmas Blues versos entoados pelo vocal encharcado de Bourbon. Dylan nos presenteia com mais um trabalho que pela pujança do conjunto pode ser ouvido mesmo depois das festas.

Mais um acerto entre os muitos do compositor, e que, pode ser colocado no patamar de qualidade de seus trabalhos apresentados nessa década.




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